Mato Grosso do Sul entra em alerta para doenças respiratórias, aponta Fiocruz
Estado está entre os dez com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco; casos não apresentam tendência de crescimento no longo prazo
Mato Grosso do Sul está entre os dez estados brasileiros que apresentam incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco. A informação consta na nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira (3) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Além de Mato Grosso do Sul, aparecem na lista Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Apesar da classificação de atenção, Mato Grosso do Sul não apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo dos casos de SRAG. Os dados analisados correspondem à Semana Epidemiológica 34, entre os dias 23 e 29 de agosto.
VSR ainda apresenta níveis elevados em MS
Segundo o boletim, os casos de SRAG associados ao vírus sincicial respiratório (VSR) ainda permanecem um pouco elevados em Mato Grosso do Sul neste período.
O cenário também é observado em estados como Bahia, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Sergipe e Rio Grande do Sul. De forma geral, porém, os casos de SRAG provocados pelo VSR apresentam queda na maior parte do país.
Crianças estão entre as mais afetadas
O levantamento também chama atenção para o aumento dos casos de SRAG entre crianças e adolescentes de até 14 anos. O crescimento está relacionado principalmente ao rinovírus, que vem representando uma parcela significativa das infecções respiratórias registradas nas últimas semanas.
Considerando os casos positivos para vírus respiratórios registrados no país nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o rinovírus respondeu por 44,3% dos casos, seguido pelo VSR, com 31,9%.
Na sequência aparecem a influenza B, com 6,9%, a influenza A, com 3,6%, e a covid-19, com 2,1%.
A SRAG é uma condição respiratória que pode exigir hospitalização e pode ser provocada por diferentes vírus. O acompanhamento dos casos é utilizado pelas autoridades de saúde para monitorar a circulação dos vírus respiratórios e identificar possíveis mudanças no cenário epidemiológico.