SUS terá nove novos medicamentos para tratamento de doenças específicas
Medida foi aprovada pelo Ministério da Saúde, estados e municípios e amplia o acesso a tratamentos para milhares de pacientes
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer nove novos medicamentos para pacientes com diferentes doenças e condições de saúde. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (27), em Brasília, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes do Ministério da Saúde, estados e municípios.
Entre os tratamentos está a ciclofosfamida, destinada à fase inicial de casos de vasculites associadas a ANCA, doenças que provocam inflamação nos vasos sanguíneos. Na fase de manutenção, serão disponibilizados rituximabe e metotrexato injetável, enquanto a azatioprina poderá ser utilizada como alternativa.
A medida também contempla crianças e adolescentes com uveítes não infecciosas, que terão acesso ao metotrexato em comprimidos e ao adalimumabe.
Para pacientes com doença de Crohn, será disponibilizado o infliximabe de aplicação subcutânea, com previsão de beneficiar mais de 13,5 mil pessoas. Já pacientes com doença renal crônica avançada poderão utilizar o ciclossilicato de zircônio sódico, indicado para controlar o excesso de potássio no sangue.
O SUS também passará a oferecer o DMSA (Succimer) para casos de intoxicação por mercúrio, com estimativa de atendimento a cerca de 300 pessoas por ano.
Saúde digital e combate à tuberculose
Durante a reunião, também foi aprovada a Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD), que pretende ampliar a integração dos dados de saúde, fortalecer a telessaúde e aumentar o uso de tecnologia no atendimento à população.
A proposta prevê que gestores estaduais e municipais tenham acesso contínuo e rastreável às informações de saúde de seus territórios, seguindo regras de proteção de dados e segurança.
Outra medida aprovada foi o Programa Nacional de Eliminação da Tuberculose como Problema de Saúde Pública, com ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e vigilância da doença até 2030.
A CIT ainda discutiu medidas para monitorar populações expostas à poluição do ar, ampliar a imunização neonatal e acompanhar a terceira dose da vacina contra hepatite B, como parte das ações para a certificação de eliminação da doença.
Também avançaram as discussões sobre a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola e sobre a assistência farmacêutica em oncologia.
Na área de atenção especializada, foi apresentado o Painel de Monitoramento da Radioterapia, que reunirá informações sobre equipamentos, capacidade de atendimento e vagas disponíveis, permitindo identificar com mais facilidade a oferta de serviços e auxiliar as centrais de regulação.