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Mapa político de MS ganha forma para 2026, com Naviraí entre os municípios estratégicos

Aliados de Eduardo Riedel comandam parte dos principais colégios eleitorais, enquanto oposição tenta ampliar espaço; Naviraí aparece entre as 17 cidades de maior peso político e econômico do Estado

📅 12/08/2026 06:21 | Fonte: g1MS
Mapa político de MS ganha forma para 2026, com Naviraí entre os municípios estratégicos
Divulgação

Com os principais colégios eleitorais e polos econômicos de Mato Grosso do Sul sob comando, em sua maioria, de partidos alinhados ao governador Eduardo Riedel, o mapa político para a disputa pelo Governo do Estado em 2026 começa a ganhar forma. Do outro lado, candidatos de oposição buscam ampliar espaço e tornar a eleição mais competitiva.

Cinco das principais cidades do Estado são administradas por partidos que apoiam Riedel. Campo Grande é comandada pelo PP; Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas, pelo PSDB. Corumbá, administrada pelo PSB, aparece como uma das exceções nesse cenário.

Os cinco maiores colégios eleitorais concentram uma parcela significativa do eleitorado estadual. Campo Grande possui 640.453 eleitores, Dourados 166.157, Três Lagoas 88.672, Ponta Porã 70.104 e Corumbá 67.794.

Naviraí também entra no mapa estratégico

No Cone Sul, Naviraí aparece entre os 17 municípios considerados estratégicos para as eleições de 2026. A cidade possui atualmente 37.601 eleitores, segundo dados do TRE-MS atualizados em 31 de julho.

Além do eleitorado, Naviraí tem importância política e econômica regional, especialmente pela força da produção agrícola e pela influência que exerce sobre municípios vizinhos. O levantamento aponta que as 17 cidades estratégicas reúnem cerca de 70% do eleitorado de Mato Grosso do Sul, o que deve fazer desses municípios pontos importantes na campanha dos candidatos.

Adilson Trindade vê vantagem para Riedel

Para o analista político Adilson Trindade, a presença de aliados de Riedel nos principais municípios amplia a estrutura política disponível ao governador, mas o resultado da eleição também dependerá da capacidade de transformar esse apoio em votos.

“Sem dúvida nenhuma, o governador Eduardo Riedel sai na frente. Ele tem a máquina na mão, uma forte estrutura partidária e o apoio da maioria dos prefeitos e vereadores do estado”, afirma Trindade.

O analista também destaca o peso dos maiores colégios eleitorais. Segundo ele, Campo Grande e Dourados, por concentrarem os dois maiores eleitorados, podem representar uma vantagem importante para quem conseguir obter um bom desempenho nessas cidades.

Oito candidatos disputam o Governo

Atualmente, oito nomes aparecem na disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul:

  • Eduardo Riedel (PP), que tentará a reeleição;
  • Delcídio do Amaral (PRD);
  • Fábio Trad (PT);
  • João Henrique Catan (Novo);
  • Lucien Rezende (PSOL);
  • Daniel Lemes (PCO);
  • Jefferson Bezerra (Agir);
  • Renato Gomes (Democracia Cristã).

Entre os nomes de oposição, Fábio Trad busca espaço para o PT em um Estado de perfil historicamente mais conservador. Para Adilson Trindade, o candidato reúne o peso da legenda e o próprio histórico eleitoral construído durante os mandatos como deputado federal.

Mais de 2 milhões de eleitores

Mato Grosso do Sul chega às Eleições 2026 com 2.024.884 eleitores aptos a votar, segundo dados do TRE-MS.

Além dos grandes centros, municípios como Naviraí, Nova Andradina, Sidrolândia, Maracaju, Coxim, São Gabriel do Oeste, Aquidauana, Bonito, Jardim, Paranaíba, Amambai e Rio Brilhante também aparecem entre os polos considerados relevantes para o cenário eleitoral.

Com esse desenho, a disputa pelo Governo do Estado deverá ser marcada pela busca de votos nos grandes colégios eleitorais, mas também pela construção de alianças nos municípios-polo do interior, onde Naviraí ocupa posição de destaque na região do Cone Sul.

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