MS elege apenas duas mulheres e segue entre estados com menor representatividade feminina
Mato Grosso do Sul fica em penúltimo lugar em ranking nacional, à frente apenas do Acre
Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros com menor representatividade feminina nas Assembleias Legislativas. Nas Eleições Gerais deste ano, apenas duas mulheres foram eleitas para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), colocando o Estado na penúltima posição de um ranking nacional elaborado pelo jornal O Globo.
O número é o mesmo registrado no Amazonas e em Mato Grosso, enquanto o Acre não elegeu nenhuma mulher para o Legislativo estadual.
A nova composição da Alems terá a estreia da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), eleita com 36.108 votos, e a permanência da deputada estadual Gleice Jane (PT), que recebeu 29.488 votos e foi reeleita.
Em 2022, Mato Grosso do Sul também ocupou a penúltima colocação no ranking de representatividade feminina. Naquele ano, duas mulheres foram eleitas: Mara Caseiro (PL) e Lia Nogueira (PSDB). A bancada feminina ganhou uma terceira integrante em 2023, quando Gleice Jane assumiu uma cadeira após a morte do deputado estadual Amarildo Cruz (PT).
Cenário nacional
A baixa representatividade de mulheres em Mato Grosso do Sul contrasta com o cenário observado na maior parte dos estados brasileiros. Segundo o levantamento, 16 estados registraram aumento no número de mulheres eleitas para as Assembleias Legislativas.
Os maiores avanços ocorreram no Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que elegeram cinco deputadas a mais do que em 2022.
Em Minas Gerais, a bancada feminina passou de 15 para 20 parlamentares. No Ceará, o número subiu de nove para 14. Já no Rio Grande do Sul, passou de 11 para 16 deputadas.
O resultado mantém Mato Grosso do Sul entre os estados com menor presença feminina no Legislativo estadual e evidencia a distância do Estado em relação ao movimento de ampliação da participação das mulheres observado em outras regiões do país.