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Mato Grosso do Sul mantém alerta para SRAG, mas casos graves de influenza B estão em queda

Boletim da Fiocruz aponta melhora no cenário estadual; Campo Grande não está entre as capitais com níveis elevados da síndrome

📅 14/08/2026 05:50 | Fonte: MídiaMax
Mato Grosso do Sul mantém alerta para SRAG, mas casos graves de influenza B estão em queda
Ilustração - IA

Mato Grosso do Sul continua entre os estados brasileiros com níveis de incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) classificados como de alerta, risco ou alto risco. Apesar disso, o cenário apresenta sinais de melhora, principalmente pela redução dos casos graves provocados pela influenza B.

Os dados são do novo Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (13), com informações referentes à Semana Epidemiológica 31, entre os dias 2 e 8 de agosto.

O Estado está entre as 14 unidades da Federação que ainda apresentam níveis elevados de SRAG. Ao mesmo tempo, a tendência de redução dos casos graves relacionados à influenza B indica uma evolução positiva do quadro.

No cenário nacional, 23 dos 27 estados apresentam tendência de queda ou estabilidade nos casos de SRAG. Apenas Rondônia, Mato Grosso, Bahia e Sergipe apresentam sinais de crescimento.

Campo Grande não está entre as capitais em alerta

Na análise das capitais, Campo Grande não aparece entre as cidades com níveis de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas.

Atualmente, oito capitais estão nessas faixas de atenção: Belém (PA), Porto Velho (RO), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Manaus (AM), Rio Branco (AC) e São Luís (MA).

Belém e Porto Velho apresentam sinais de crescimento na tendência de longo prazo. As demais permanecem com níveis elevados, mas sem indicação de aumento sustentado.

Influenza B apresenta redução em MS

Um dos principais pontos positivos para Mato Grosso do Sul é a queda dos casos graves provocados pela influenza B. O mesmo movimento também é observado em estados como Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Paraná e São Paulo.

A influenza A, por sua vez, já encerrou o período de sazonalidade no país e apresenta tendência de queda. Mesmo assim, alguns estados ainda registram números elevados de casos graves, principalmente Minas Gerais e Roraima.

O vírus sincicial respiratório (VSR) continua entre os principais responsáveis pelas hospitalizações por SRAG, especialmente entre crianças pequenas.

Vacinação continua sendo a principal prevenção

A Fiocruz reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra casos graves e mortes provocados pelos principais vírus respiratórios, incluindo influenza e covid-19.

A recomendação também é para que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado evitem contato com outras pessoas. Quando isso não for possível, o uso de máscara é indicado, principalmente em ambientes fechados e com aglomeração.

A higienização frequente das mãos também continua sendo uma medida importante para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

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